Como voltar ao mercado de trabalho depois da maternidade

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Quando uma mulher começa a licença-maternidade, sabe que o retorno para o mercado de trabalho pode ser mais difícil, ainda mais tendo que lidar com questões de afeto em relação ao bebê e as responsabilidades que recaem sobre o papel de mãe.

No início pode parecer que há uma quantidade quase infinita de tempo longe do trabalho. Porém, de forma veloz, as semanas ou meses de licença chegam ao fim. 

Em seguida, vem a transição de volta ao mercado de trabalho, que muitas vezes pode ser um desafio. Afinal, é preciso ajustar-se ao retorno às atividades profissionais, mesmo que por um pequeno espaço de tempo. 

Ainda assim, a adaptação longe do bebê pode ser física, mental e emocionalmente difícil. 

O direito trabalhista a favor da mulher

A legislação é bastante favorável à mulher brasileira, levando em consideração que, em caso de parto ou adoção de menores de idade, ou guarda judicial para fins de adoção, há uma licença remunerada de 120 dias, ou 4 meses.

Esse salário está atrelado às mulheres empreendedoras que trabalham como MEI (Micro Empreendedor Individual), ou são contratadas seguindo a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). 

É totalmente ilegal que os empregadores demitam uma mulher porque ela engravida ou tirou licença-maternidade. No entanto, as organizações podem demitir se for parte de uma redução geral da força de trabalho, em modelo PDV (Pedido de Demissão Voluntária).

Caso a empresa suspenda um contrato, e isso se apresenta como um caso suspeito de discriminação pela gravidez, vale a pena consultar um advogado ou uma ONG em defesa das mulheres.

Conheça as políticas internas da empresa

A partir do momento que uma profissional descobre que está grávida, é preciso entrar em contato com o setor de RH (Recursos Humanos) para obter o manual do funcionário mais recente, ou então verificar as normas estabelecidas com as políticas e procedimentos sobre licença-maternidade.

Tanto o empregador quanto o departamento de RH podem fornecer um formulário de licença-maternidade, que deve ser preenchido para dar o encaminhamento de toda a documentação necessária. 

Isso é importante para mulheres profissionais que trabalham em qualquer área de risco, como na manutenção de aquecedor a gás komeco, e que pode afetar a saúde da mãe ou do bebê no período da gravidez. 

Outro ponto a ser explorado é perguntar a outros funcionários sobre a licença-maternidade, e verificar como foi o retorno para o mercado de trabalho após o nascimento da criança.

Vale perguntar a colegas de trabalho, familiares e amigos como foi o tempo entre o parto e o retorno para a área em que atua profissionalmente. 

As descobertas podem ser muito úteis para uma mulher que está na primeira gestação, ou mesmo esperando outro filho, para se atualizar sobre as novidades que a maternidade moderna pode trazer, e assim se preparar melhor para encarar o mercado de trabalho como um todo.

Caso a mulher esteja no fim da licença-maternidade, vale seguir algumas dicas que ajudam a se preparar para o retorno ao ambiente de trabalho, e como isso pode ser devidamente conciliado no dia a dia. 

Entre em contato com a empresa antes da volta

Ao dar à luz, o tempo da mulher fica voltado para a própria recuperação e aos cuidados que um bebê demanda. E, por isso, passa algum tempo sem que o trabalho seja uma prioridade. 

O melhor a se fazer é facilitar a cultura do local de trabalho. Mudar abruptamente os dias passados inteiramente com um bebê, para um tempo dividido entre escritório e maternidade é impactante e, provavelmente, não é bom para a mulher como mãe ou profissional.

Sendo assim, é importante se atualizar sobre a rotina da empresa que vende kit bíblico, por exemplo, caso seja essa a finalidade comercial, e também antecipar os passos antes do primeiro dia de retorno ao ambiente físico de trabalho após a recuperação, de modo a se atualizar.

Isso vai tornar a transição mais suave, tanto para a mãe quanto para o bebê, assim como para os gestores e para a equipe de trabalho ao redor. 

Envie um comunicado ao setor de RH

Se o departamento de Recursos Humanos ainda não entrou em contato, antecipe-se e veja qual a melhor maneira para ajustar a vida profissional com a maternidade, se existem programas de transição, quais os cuidados legais, dentre outros aspectos.

Ou seja, o pessoal de RH pode fornecer detalhes importantes, entre os quais:

  • Detalhes burocráticos;
  • Documentação obrigatória; 
  • Localização de sala de lactação;
  • Melhor data de retorno.

Dessa forma, fica mais fácil separar toda a papelada necessária para garantir os direitos e cumprir com os deveres quanto à legislação trabalhista e a licença maternidade. Consequentemente, assim fica mais fácil voltar ao ritmo de uma rotina de trabalho. 

Converse com os gestores e líderes

O departamento de Recursos Humanos pode não ter avisado sobre o retorno da profissional que tirou licença-maternidade, mas isso não impede que ela entre em contato e informe ao gestor ou líder direto sobre o primeiro encontro planejado da volta ao trabalho. 

Esta pode ser uma boa oportunidade para compartilhar quaisquer mudanças de horário que possam ocorrer, já que agora há certos cuidados com a criança, como amamentação e visitas ao pediatra.

Marcar um almoço casual, ou um café, com o gestor, ou mesmo os colegas da empresa, semanas antes do retorno pode ser bastante útil para entender como o anda o mercado de trabalho e sondar sobre o clima organizacional para o retorno mais efetivo.

Esses encontros dão a oportunidade de acompanhar a rotina do ambiente laboral, descobrir novos projetos e, dessa forma, a mulher consegue se sentir engajada com as tarefas que estão por fazer, já reconhecendo as potenciais demandas.

Dentro de um período de 3 meses de licença-maternidade, muita coisa pode ter mudado, e é preciso estar a par de tudo para que não se sinta completamente deslocada assim que chegar ao local para trabalhar. 

Uma empresa terceirizada de limpeza pode determinar que as mulheres que trabalham nesse setor e que retornam após o período de licença-maternidade, tenham horários flexíveis para que possam se adaptar, da melhor forma possível, às responsabilidades de ser mãe.

Por isso um bate-papo informal prévio, junto a líderes e gestores, pode ser de grande valia. Afinal, cada empresa ou setor pode ter, além das diretrizes padrão, normas próprias para o retorno da mulher, vistos os riscos e rotinas existentes.

Preparada para o retorno ao mercado de trabalho

Antes de mergulhar fundo na rotina de atividades profissionais, a mulher, e agora mãe, precisa se certificar de que está tudo preparado, tanto em casa quanto no espaço de trabalho. 

Isso significa que devem estar organizados pontos primordiais sobre os cuidados infantis, até trocar as roupas confortáveis para facilitar a amamentação, para os ternos, tailleurs e uniformes de segurança. 

Faça um preparo mental 

Assim como os primeiros dias e meses com um novo bebê podem ter sido um desafio, o retorno ao mercado de trabalho também pode apresentar certas dificuldades. 

Pode ser um misto de emoções, e isso faz parte do processo de mudança da vida de qualquer pessoa, ainda mais quando a maternidade chega. 

Dessa forma, é preciso pensar em maneiras criativas para facilitar essa transição, tanto para a mulher quanto para quem está ao redor dela. 

No ambiente de trabalho, é preciso agendar algumas atividades, como uma ligação telefônica para os fornecedores, envio de e-mails, ou mesmo uma reunião por videoconferência. 

Escolha uma creche que atenda a rotina

É inevitável que em um dia, por mais compromissado que ele seja, como reuniões, prazos para entrega de relatórios, ou um encontro com o fornecedor de brindes personalizados para empresas, em que o bebê pode ficar doente, e nesse caso, vai precisar da atenção da mãe.

É preciso se prevenir, de forma antecipada, antes que esse momento ocorra. Por isso, é importante contar com um suporte de uma creche profissional, especializada em atendimento maternal. 

A melhor estratégia, principalmente em dias que o bebê pode estar doente, ou mesmo ter uma reação às vacinas obrigatórias, que podem exigir que a mulher tenha que se ausentar de forma inesperada. 

Por isso, o suporte familiar ou contar com uma rede de apoio é importante para as mulheres que atuam no mercado de trabalho, mas não abrem mão de ser mãe.

Cabe ressaltar neste ponto que a própria empresa pode oferecer espaço de creche para os primeiros meses da criança, quando há o retorno da mãe ainda lactante, por exemplo. 

Nesse caso é importante avaliar junto a empresa quais os protocolos para uso do espaço, o que também facilita o retorno à rotina, visto que é um local de confiança e próximo para o acesso das mães, se necessário.

Conclusão

Muitas mães em início de carreira materna precisam de cerca de seis semanas, ao menos, para se recuperar totalmente dos efeitos físicos de um parto. 

Pode levar entre 2 e 3 meses para que se possa começar a dormir por uma noite inteira de sono. 

Isso porque alguns bebês dormem por 5 ou 6 horas de cada vez até os 4 meses de idade. Porém, há aqueles que não o fazem até os 8 meses, ou até mais. 

Sendo assim, e dependendo do cargo profissional ocupado, pode ser perigoso voltar ao trabalho cedo demais. 

Tudo vai depender das condições físicas e psicológicas em que a mulher se encontra, e apenas ela vai saber se precisa de uma boa noite de sono para ter um bom desempenho nos afazeres, e assim voltar ao mercado de trabalho com força total. 

Deste modo, o recorrente acompanhamento com o profissional e o contato com o RH e gestores se mantém crucial durante o puerpério. 

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Business Connection, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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